Vereador do PT cassado após protesto em igreja se diz vítima de racismo A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou, nesta quarta-feira (22), em segundo turno, a cassação do mandato do  vereador Renato Freitas (PT) que liderou um protesto na igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito, no centro da capital paranaense.

O ato foi em protesto pela morte do congolês Moïse Mungenyi Kabagambe. Segundo o relator do processo de cassação, o vereador Sidnei Toaldo (Patriota), Freitas perturbou o culto religioso e realizou ato político dentro de um templo.

A cassação foi aprovada por 25 votos a 5, com duas abstenções. Após o projeto de resolução ser publicado no Diário Oficial do Município, a Câmara de Curitiba vai declarar vago o posto com o prazo de cinco dias úteis para a convocação do suplente e, mais cinco dias para a posse.

O agora ex-vereador se disse vítima de racismo. “Reafirmo minha confiança no sistema judiciário que certamente reconhecerá a flagrante ilegalidade desse processo que é viciado pela perseguição política e pelo racismo”, disse Renato nas redes sociais.

Inicialmente, ele havia negado o protesto, mas agora admitiu com justificativas. “Tudo isso foi gerado pela manifestação feita por nós, pretos, em uma igreja conhecida por ser a Igreja dos Pretos, construída por pessoas pretas escravizadas para que elas pudessem professar a sua fé. Manifestação que foi realizada por conta do assassinato brutal de Moïse e Durval, no Rio de Janeiro”, tentou se defender.