Vereadores de Curitiba aprovam cassação do mandato de parlamentar petista acusado de invadir igreja Vereadores da Câmara Municipal de Curitiba aprovaram, no final da tarde dessa terça-feira (21), em primeiro turno, a cassação do mandato do vereador Renato Freitas (PT), acusado de invasão a uma igreja católica na capital paranaense.

Com a aprovação, uma nova sessão foi marcada para votação do segundo turno, prevista para ocorrer hoje (22), a partir das 15h30.

Com totalização de 34 votos, 7 foram contrários e dois parlamentares se abstiveram. Três estavam impedidos de votar: Osias Morais (Republicanos), Pastor Marciano (SD) e Pier Petruzziello (PP). Pelo regimento interno, são impedidos representantes ou representados, ofendidos ou cônjuges e parentes.

Na sessão desta terça (21), cinco vereadores utilizaram tempo de fala. Contrários a cassação de Freitas, se manifestaram Professora Josete (PT), Carol Dartora (PT), Maria Letícia (PV) e Dalton Borba (PDT). Favorável à cassação, usou a tribuna o vereador Denian Couto (PODE).

Freitas responde a procedimento administrativo de quebra de decoro, acusado de invadir a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em fevereiro. Desde o início do procedimento, o vereador nega ter invadido a igreja. Mas imagens que viralizaram nas redes sociais mostram o parlamentar interrompendo uma missa acompanhado por militantes com cartazes em punho e gritando palavras de ordem.

Ele foi o único vereador que não esteve presente, bem como o representante legal dele. Segundo a defesa, o não comparecimento se deu porque o vereador não foi intimado regularmente. O presidente Tico Kusma (Pros) disse, em plenário nesta terça (21), que a convocação seguiu o que determina o regimento interno.

As sessões especiais de votação do projeto de resolução proposto pela Mesa Diretora que decreta a perda de mandato de Freitas foram iniciadas a partir da decisão favorável pela cassação, apresentada pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, em maio.

O advogado do vereador, Guilherme Gonçalves, disse que a sessão desta terça infringiu dispositivos legais e, por isso, a defesa deve apresentar mandado de segurança para reverter a decisão.