Infidelidade financeira pode causar brigas e divórcios de casais Você sabia que a infidelidade financeira é a segunda maior causadora de separações no Brasil e no mundo? A traição financeira vem fazendo estragos nos relacionamentos, podendo ser tão grave quanto uma relação extraconjugal. Segundo uma pesquisa da SPC Brasil, o tema finanças para 45,6% dos casais é motivo de brigas.

Sabemos que a transparência tem um papel fundamental na construção de um bom relacionamento pessoal e profissional, mas até que ponto esse valor pode confrontar o conceito de privacidade? Será que existe algum limite entre as informações que precisam ser compartilhadas e as que podem ser omitidas? O fato é que alguns casais e famílias não conseguem lidar com esse assunto, que deveria ser tratado com mais assiduidade no diálogo e não apenas quando a situação financeira estiver ruim.

A mesma pesquisa aponta que só 21% dos entrevistados conversam sobre o dinheiro em família quando a situação financeira é ruim, e apenas 13,7% antes de ter um problema. Metade dos que moram com familiares acredita que algum membro da família prejudica o equilíbrio do orçamento familiar (51,1%), sendo que o mais mencionado é o cônjuge ou companheiro.

Outro ponto de alerta é que muitas aquisições são omitidas, ocorrendo isso com mais frequência em relação às roupas, calçados, acessórios -- bolsas, cintos, bijuterias (46,8% entre mulheres e 48,9% na Classe A/B), seguido dos itens de maquiagem, perfumes e cremes. Comidas, guloseimas, gastos em saídas para bares/restaurantes/cinema/teatro (40,30% entre os homens). Ponto de alerta é que a ajuda financeira para familiares, também faz parte dessa lista.

Mas, afinal, o que é traição financeira ou infidelidade financeira?

A traição financeira acontece a partir do momento em que uma das pessoas em uma relação esconde informações financeiras da outra, ou quando começa a extrapolar o que estava combinado entre elas. Essa infidelidade pode desencadear muitos problemas psicológicos e financeiros, além de comprometer a produtividade no trabalho e até nas atividades básicas do dia a dia.

Segundo a pesquisa da SPC Brasil, o principal fator para acontecer a traição financeira é por falta de diálogo entre os casais, e os motivos para não informarem são: evitar brigas ou conflitos, as prioridades são diferentes, precisa reservar uma parte do dinheiro para gastar como quiserem no dia a dia, não gostam das pessoas controlando seu dinheiro.

Para recuperar a confiança após a infidelidade financeira é imprescindível conversar sobre dinheiro, deixando clara a real situação financeira a todos integrantes da família. O que observo ao longo dos atendimentos financeiros que realizo é que as emoções determinam a forma de como a maioria das pessoas utilizam o dinheiro.

Exemplo, quantas vezes se compra algo mesmo sem estar precisando para suprir um dia ruim por exemplo. Saiba que tudo o que se passou na infância, desde as privações enfrentadas na juventude ou o excesso de gastos, levam a criar um modelo mental sobre o dinheiro.

Assim, cada ser humano carrega o seu modelo que pode ser transformado e desenvolvido. Se não conseguem sozinhos, aconselho as pessoas a buscarem a ajuda de um profissional especializado em educação financeira.

Um ponto a ser destacado é que a educação financeira vai muito além de cortar gastos, investir e aumentar as receitas, é repensar o estilo de vida. A pessoa educada financeiramente não foca apenas em diminuir os gastos desnecessários, busca uma qualidade de vida melhor para si e sua família, além de proporcionar segurança material para realizar os desejos com garantias para eventuais imprevistos.

As boas escolhas financeiras visam a realização dos sonhos com sustentabilidade. Assim, para se tornar um casal bem-sucedido, é preciso mudar as percepções, paradigmas, comportamentos e atitudes.

Se fez sentido para você, que tal compartilhar este artigo e ajudar na orientação de pessoas que passam por essa situação de infidelidade financeira? Não deixe de fazer o seu comentário.

*Josmar Ribeiro dos Santos -- Educador Financeiro e Terapeuta Financeiro DSOP, associado ABEFIN (Associação Brasileira dos Educadores Financeiros), Pós-graduado em Educação Financeira com Neurociência para Docentes pela Metodologia DSOP/UNOESTE, Coach em Planejamento Financeiro. Atuando há mais de 8 anos em Instituição Financeira, franqueado DSOP.