Evangélicos ajudam judeus em vinhedos da Cisjordânia

Voluntários evangélicos apoiam colonos judeus nesta época da colheita nos vinhedos no topo das colinas de Shilo, na Cisjordânia ocupada por Israel. Eles pertencem ao grupo HaYovel, que leva cristãos para ajudar agricultores judeus em assentamentos que Israel construiu em terras que os palestinos buscam retomar para ter um Estado.



A Cisjordânia tem uma importância especial para os evangélicos, que veem o cumprimento de uma profecia bíblica no retorno moderno dos judeus a uma terra bíblica — à qual se referem pelos nomes hebraicos do Antigo Testamento, Judeia e Samaria.



O fundador da HaYovel, Tommy Waller, gosta de citar uma passagem do livro de Jeremias, que diz: "Eu a edificarei mais uma vez, ó bela virgem, Israel! (...) Ainda plantarás muitas vinhas nos montes de Samaria".



Essa terra também está no coração do conflito israelense-palestino.



É o centro do que os palestinos veem como seu futuro Estado, juntamente com Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, territórios que Israel retomou na guerra de 1967 no Oriente Médio.



Para Waller, nascido no Tennessee, ajudar os colonos judeus a cultivar a terra significa participar do cumprimento de uma profecia.



“Como cristão, como uma pessoa que acredita na Bíblia, foi uma coisa incrível chegar a um lugar onde minha fé era palpável”, disse Waller à agência Reuters em um vinhedo nos arredores de Har Bracha, outro assentamento cujos agricultores têm a ajuda de seus voluntários. “Compartilhamos uma semelhança entre o cristianismo e o judaísmo, e essa é a nossa Bíblia, nossa escritura”, completou.



A maioria da comunidade internacional considera os assentamentos israelenses ilegais, uma visão que Israel contesta.



Agressivos estrategistas israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmam que a Cisjordânia é vital para a segurança de Israel. Entregá-la aos palestinos poderia colocar grandes áreas de Israel sob ameaça de ataques de militantes, dizem eles. Os palestinos dizem que não pode haver um Estado palestino viável sem a região.



Na véspera da eleição de Israel na próxima terça-feira, Netanyahu renovou sua promessa de anexar partes da Cisjordânia se vencer nas eleições da semana que vem.



É uma posição que evangélicos politicamente poderosos dos Estados Unidos adotaram.



“Os evangélicos acreditam que a Judeia e a Samaria são terras bíblicas, porque são”, disse Mike Evans, fundador do Museu de Amigos de Sião do Texas, que fica em Jerusalém. “Se pensamos que desistir da Judeia e Samaria trará paz? De jeito nenhum”.



 



Voluntários evangélicos apoiam colonos judeus nesta época da colheita nos vinhedos no topo das colinas de Shilo, na Cisjordânia ocupada por Israel. Eles pertencem ao grupo HaYovel, que leva cristãos para ajudar agricultores judeus em assentamentos que Israel construiu em terras que os palestinos buscam retomar para ter um Estado.



A Cisjordânia tem uma importância especial para os evangélicos, que veem o cumprimento de uma profecia bíblica no retorno moderno dos judeus a uma terra bíblica — à qual se referem pelos nomes hebraicos do Antigo Testamento, Judeia e Samaria.



O fundador da HaYovel, Tommy Waller, gosta de citar uma passagem do livro de Jeremias, que diz: "Eu a edificarei mais uma vez, ó bela virgem, Israel! (...) Ainda plantarás muitas vinhas nos montes de Samaria".



Essa terra também está no coração do conflito israelense-palestino.



É o centro do que os palestinos veem como seu futuro Estado, juntamente com Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, territórios que Israel retomou na guerra de 1967 no Oriente Médio.



Para Waller, nascido no Tennessee, ajudar os colonos judeus a cultivar a terra significa participar do cumprimento de uma profecia.



“Como cristão, como uma pessoa que acredita na Bíblia, foi uma coisa incrível chegar a um lugar onde minha fé era palpável”, disse Waller à agência Reuters em um vinhedo nos arredores de Har Bracha, outro assentamento cujos agricultores têm a ajuda de seus voluntários. “Compartilhamos uma semelhança entre o cristianismo e o judaísmo, e essa é a nossa Bíblia, nossa escritura”, completou.



A maioria da comunidade internacional considera os assentamentos israelenses ilegais, uma visão que Israel contesta.



Agressivos estrategistas israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmam que a Cisjordânia é vital para a segurança de Israel. Entregá-la aos palestinos poderia colocar grandes áreas de Israel sob ameaça de ataques de militantes, dizem eles. Os palestinos dizem que não pode haver um Estado palestino viável sem a região.



Na véspera da eleição de Israel na próxima terça-feira, Netanyahu renovou sua promessa de anexar partes da Cisjordânia se vencer nas eleições da semana que vem.



É uma posição que evangélicos politicamente poderosos dos Estados Unidos adotaram.



“Os evangélicos acreditam que a Judeia e a Samaria são terras bíblicas, porque são”, disse Mike Evans, fundador do Museu de Amigos de Sião do Texas, que fica em Jerusalém. “Se pensamos que desistir da Judeia e Samaria trará paz? De jeito nenhum”.