Correios aceita proposta de grevistas

Os Correios aceitaram as condições dos trabalhadores para encerrar a greve da categoria, que começou na última quarta-feira (dia 11). A empresa e as representações sindicais participaram de audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, em que os Correios aceitaram manter as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019, bem como a vigência do plano de saúde, até o dia 2 de outubro, quando haverá o julgamento do dissídio coletivo pela Corte.



Em contrapartida, segundo uma nota emitida pelos Correios, as representações sindicais se comprometeram a levar a proposta de encerramento da paralisação parcial para as assembleias o mais rápido possível, fixando como prazo máximo de deliberação até a próxima terça-feira (dia 17), às 22h.



O ministro do TST, Mauricio Godinho Delgado, foi designado relator do dissídio, ajuizado na quinta-feira pela estatal. Ele fixou, por meio de uma decisão liminar, o contingente mínimo de 70% do efetivo trabalhando durante a greve, com multa diária de R$ 50 mil, caso o percentual não seja atendido.



"Para minimizar os impactos da paralisação, inclusive a perda de clientes para a concorrência, mencionada pelo próprio ministro, os Correios aceitaram a proposta de encaminhamento do TST. A condição da empresa é o encerramento da paralisação parcial, integralmente, em todo o Brasil", informou a empresa.