Oklaoma aprova uma das leis mais restritivas dos EUA contra o aborto O governador de Oklahoma, Kevin Stitt, assinou uma nova lei na quarta-feira (25) que proíbe a maioria dos abortos durante todos os nove meses de gravidez, com a medida sendo aplicada através de litígios movidos por cidadãos privados.

Stitt assinou o Projeto de Lei 4327, que foi modelado a partir de uma lei do Texas que proíbe a maioria dos abortos após seis semanas de gravidez, mas usa ações civis privadas para fazer cumprir a legislação.

Embora Stitt já tivesse assinado uma proibição de aborto de seis semanas, esta nova lei proíbe o aborto durante toda a gravidez, tornando-a uma das leis de aborto mais restritivas nos Estados Unidos. As exceções incluem estupro, incesto e emergência médica com risco de vida para a mãe.

Em um comunicado, Stitt disse que prometeu "assinar cada pedaço da legislação pró-vida" que chegou a sua mesa.

"Estou orgulhoso de manter essa promessa hoje", declarou.

"A partir do momento em que a vida começa na concepção é quando temos a responsabilidade como seres humanos de fazer tudo o que pudermos para proteger a vida desse bebê e a vida da mãe", disse Stitt.

"Isso é o que eu acredito e é isso que a maioria dos oklahomanos acreditam. Se outros estados querem aprovar leis diferentes, esse é o seu direito, mas em Oklahoma, sempre defenderemos a vida."

A lei permite que indivíduos privados processem os provedores de aborto e qualquer um que "ajuda ou apoia" uma mulher que busca um aborto.

O Centro de Direitos Reprodutivos disse em um comunicado que Oklahoma é o primeiro estado a decretar uma "proibição total imposta pelos cidadãos ao aborto". Uma coalizão de provedores de aborto e organizações de "justiça reprodutiva" entrará com uma ação iminente na esperança de bloquear a lei no tribunal.

A lei de Oklahoma foi denunciada pela Casa Branca na semana passada quando passou na legislatura estadual. A secretária de Imprensa Karine Jean-Pierre chamou o aborto de "direito fundamental" e rotulou a lei de "o esforço mais extremo para desfazer esses direitos fundamentais que já vimos até agora".