Polícia mira no passado do casal Anderson e Flordelis

O passado do casal Flordelis e Anderson do Carmo tem sido o foco da segunda fase das investigações sobre o assassinato do pastor, ocorrido no dia 16 de junho, na casa da família, em Niterói/RJ. Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo estão levantando detalhes do início da história da deputada federal, pastora e cantora, quando ela começou a adotar crianças, ainda na comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, e informações sobre outros relacionamentos que manteve antes de Anderson. Os investigadores também buscam detalhes do início do próprio envolvimento de Anderson com Flordelis.



A Polícia Civil localizou um homem, conhecido pelo apelido de Fabão, que se relacionou com Flordelis no fim dos anos 90. Ele prestou depoimento no último dia 2. Segundo informações obtidas pela polícia, Fabão e Flordelis se casariam, mas ele acabou rompendo com a parlamentar. Em seguida, em 1998, ela se casou com Anderson. Em sua biografia, Flordelis afirma que se casou com Anderson no início dos anos 90. Na época, no entanto, o pastor ainda era adolescente.



O casamento com Anderson foi o segundo de Flordelis. Ainda nos anos 80, ela se casou com Paulo Rodrigues Xavier, pai de seus três filhos biológicos. Atualmente, Paulo vive fora do estado do Rio.



Os policiais também estão ouvindo parentes da vítima e pessoas que eram próximas à família, mas se afastaram. Na primeira fase das investigações do assassinato, dois filhos de Flordelis foram indiciados pelo crime - Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico de Flordelis e Paulo, e Lucas Cézar dos Santos, que foi adotado pela parlamentar e Anderson. O primeiro é acusado de ter atirado contra o pastor, e o segundo, de ter ajudado o irmão a comprar a arma do crime.



No início das investigações, a delegada titular da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, Bárbara Lomba, afirmou que a motivação do crime ainda não estava clara, mas as investigações, até aquele momento, apontavam para o assassinato ter sido motivado por questões financeiras e desavenças familiares.



Flordelis será intimida a participar da reprodução simulada do assassinato do marido. A Polícia Civil marcou a reconstituição do crime para dia 21 de setembro, às 21h.