Dia Nacional da Adoção: Cristina Mel destaca importância da adoção e fim de preconceito sobre o tema

No Dia Nacional da Adoção, comemorado hoje, 25 de maio, a cantora gospel Cristina Mel relembra como a chegada da sua filha, Isabella Mel, veio superar toda a dor da espera do seu processo para se tornar mãe.  

"Desde que Isabella chegou, a minha filha amada, minha filha do coração, minha vida mudou completamente. Ela encheu a minha casa de sorrisos, de alegria e de sons que pareciam canções para mim. Isabella é meu presente de Deus", conta Cristina Mel.  

Ela destaca que a espera da adoção é silenciosa e dolorida para os pais que estão tentando adotar, mas, principalmente, para as crianças e adolescentes que vivem em abrigos.  

Hoje existem 4.069 crianças disponíveis para adoção no Brasil, de acordo com o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento. A data traz a necessidade de conscientizar sobre a importância da adoção e de refletir para que preconceitos sejam quebrados.  

"Eu queria muito gerar, queria muito ser mãe. Tentei a inseminação artificial por quatro vezes. Até que entendi que amor é escolha, é construção, e resolvi adotar. Eu ouvi muitas pessoas falando que não era para fazer isso, que não sabia a origem, que poderia ter algum problema no futuro. Infelizmente ainda existe muito preconceito em relação a este tema. Mas eu entendi que adotar é gerar. Não na barriga como numa gravidez biológica, mas no coração", afirma.   

Para Cristina Mel, adotar é um gesto de amor que precisa ser estimulado: "Adotar não é salvar uma criança, mas é salvar a si mesmo. A minha filha hoje tem 13 anos e me ensina todos os dias. Claro que tem seus desafios, pois a construção de toda família traz desafios. Mas nós vencemos tudo juntas. Espero que a burocracia seja simplificada e que o mais rápido possível todas as mais de 4 mil crianças e adolescentes que hoje vivem em abrigos possam ser adotados por famílias cheias de amor". 

Poucas famílias aceitam adotar crianças com mais de 10 anos

No Brasil, o processo de adoção é gratuito, feito por meio da Vara de Infância e Juventude, não é necessário ter um parceiro (a), independe do estado civil. Há algumas regras, como ser maior de idade e ter condições financeiras de prover alimentação, educação, entre outros itens. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, o número de famílias que desejam adotar é sete vezes maior do que o de jovens e crianças que estão prontos para ter um novo lar. Uma das explicações de, às vezes, o processo ser muito demorado é que a maioria das crianças tem idade superior a 10 anos e poucos são os pretendentes, apenas 2,7% aceitam essa faixa etária.