Animais domésticos requerem cuidados especiais em dias mais frios

É comum confundir os sinais de que o seu pet está incomodado com o frio - muitos tutores acham que se trata de meros espirros ou até engasgamento. Assim como ocorre com os humanos, sinais respiratórios em cães e gatos podem aparecer e desaparecer em questão de dias sem causar maiores transtornos. Contudo, deve-se estar atento à fragilidade não apenas do aparelho respiratório dos mamíferos em dias mais frios, mas também dos ossos e articulações. 

O frio também pode ressecar mucosas, desidratar o animal e consumir toda a energia dele para tentar manter a temperatura corporal em níveis mais adequados à manutenção do sistema. Por isso, é importante protegê-los tanto dos choques térmicos quanto da exposição prolongada ao frio. Os animais mais jovens ainda não têm uma boa camada de gordura para passarem pelo inverno e, por conta disso, também podem ter a saúde afetada na estação. Logo, achar que bicho peludo não passa frio é mito! Cães e gatos precisam sim de proteção no inverno. 

A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (SMPDA) do Rio de Janeiro, sob supervisão de seu corpo médico veterinário, está dando orientação a tutores sobre como agir com seus pets nos dias mais frios. É fundamental ter cuidados especiais, que variam de acordo com a espécie, a idade e a pelagem dos bichos.

Animais de raças que têm nariz curto, por exemplo, idosos e de pelo curto precisam de mais proteção, mesmo dentro de casa. Vários detalhes devem ser observados nos dias frios, como mudança no comportamento, se estão mais quietos, com tosse ou sem apetite. Certas raças têm o aparelho respiratório propício ao desenvolvimento de doenças.



Veja as sugestões de como agir:



1. Evitar tosar e, quando isso for realmente necessário, evite tosas baixas.

2. Caso o animal não possa dormir dentro de casa com seu tutor, ele precisa ser protegido do frio, em cômodo confortável, com camas e cobertas, sem estar em contato direto com o chão, e com roupa reforçada.

3. Animais de pelo curto e idosos precisam mais de roupinha mesmo dentro de casa.

4. No caso de gatos, é recomendado o uso de caminhas tipo tocas.

5. Banhos devem ser sempre com água morna. Em raças mais sensíveis e em animais idosos vale reduzir a frequência, se não for banho terapêutico. Com a diminuição da quantidade de banho, aumente a frequência da escovação. Além disso, animais tendem a se lamber mais no frio e, por isso, engolem mais pelo, formando bolas no estômago, intestino e podendo causar, principalmente em felinos, constipação intestinal. A escovação em animais peludos também evita formação de nós e lesões de pele. Não devem sair à rua com a pelagem úmida, somente bem seca.

6. Mantenha as vacinas rigorosamente em dia. Pneumonia e tosse são mais comuns no inverno e em dias mais frios.

7. Estimule cachorros e gatos a fazerem exercícios utilizando brinquedos. Passeios de preferência nos horários de sol.